Poço profundo, asfalto e limpeza de terrenos são alguns dos assuntos em reunião da Comissão de Obras


Representantes do Poder Executivo participam de reunião da Comissão de Obras da Câmara de Jaboticabal. Foto: Virginia Antonino/CMJ

As obras para minimizar os impactos do período de estiagem no abastecimento de água da cidade foram assuntos em reunião convocada pela Comissão de Obras, Serviços Públicos e Atividades Privadas da Câmara Municipal de Jaboticabal com representantes do Poder Executivo. A reunião aconteceu na tarde de quarta-feira (31/07), na Câmara Municipal, e contou com a presença dos secretários de Governo, Wellington Caiado; de Planejamento, Paulo Polachini; de Obras, Josué dos Santos; e equipe de apoio da prefeitura. Também foram abordadas questões sobre o recapeamento asfáltico e tapa-buraco, sobre as obras da Casa do Trabalhador Rural, do anel viário, da limpeza de terrenos baldios e reparo de calçadas, sobre a instalação de câmeras de segurança, entre outros.

De acordo com o presidente da comissão, vereador João Bassi (PEN), as reuniões com representantes do Executivo servem para que os parlamentares saibam o que tem sido, ou será, feito na cidade. “Além de nós que somos membros da comissão, convidamos todos os vereadores para participar da reunião. Queremos acompanhar mais de perto os trabalhos feitos pela Prefeitura para saber melhor sobre o andamento das obras. Se algum munícipe nos perguntar sobre alguma obra ou serviço, poderemos responder melhor”, defendeu Bassi. A comissão também é formada pelos parlamentares Samuel Cunha (PSDB) e Daniel Rodrigues (PSC).

O vereador Luís Carlos Fernandes (PSC), que participou da reunião, alertou que a falta de água já teria atingido alguns bairros neste ano, e questionou sobre o que têm sido feito e como está a gestão da taxa do lixo. O secretário de Governo, Wellington Caiado, afirmou que o presidente do SAAEJ, José Carlos Abreu, deve apresentar, em breve, um levantamento completo de onde está sendo gasto o dinheiro proveniente da taxa, além de uma avaliação completa do sistema hidráulico da cidade. “A pedido do prefeito, o Abreu está fazendo um levantamento completo [do SAAEJ] em relação à infraestrutura e maquinário, montando um mapa da rede hidráulica da cidade, tanto de água quanto de esgoto. Algumas anomalias já foram encontradas, como no sistema de bombeamento. A bomba que deveria jogar a água na caixa, que por gravidade, alimentaria as residências, está jogando a água direto para as residências. Esse problema está em processo de resolução”, adiantou o secretário de Governo. Quanto à perfuração do poço profundo no bairro Boa Vista, ao que tudo indica, deve ficar para o ano que vem. Isso porque, nas duas tentativas de licitação não apareceram interessados, e a falta de recurso próprio, até o momento, minguou a chance da perfuração do poço para este ano, como pretendia a Administração.

ASFALTO E OUTRAS OBRAS – A recuperação das faixas de rolamento da cidade também esteve em pauta. Bassi acredita que boa parte do asfalto da cidade já esteja vencida e questionou se há como fazer um levantamento da porcentagem de asfalto que precisa ser recapeado. Segundo o secretário de Obras, Josué Santos, este levantamento já existe e há uma previsão de que o Município receba verbas de R$ 9 milhões destinadas ao asfalto, que só devem vir ano que vem por conta do período eleitoral. Por seu turno, Polachini adiantou que “se todos os convênios se confirmarem, já que a maioria dos recursos é proveniente do Governo do Estado, poderemos recapear cerca de 66 mil metros quadrados”. A expectativa é de que sejam recapeados em torno de 300/400 quarteirões.

Por conta da restrição para liberação de recursos no período eleitoral, boa parte das obras que dependem da vinda de verba dos governos Federal e Estadual, terá que esperar. É o caso de obras do aeroporto, da Casa do Trabalhador Rural, cuja reforma, segundo Caiado, deve custar cerca de R$ 290 mil, prevista para o próximo orçamento, e que por enquanto terá seu prédio lacrado para evitar o acesso de usuários de drogas, e do anel viário.

LIMPEZA DE TERRENOS E CALÇADAS – Terrenos baldios sujos e sem manutenção têm sido um tormento em diversos municípios brasileiros e recorrentes em pautas de discussões. Em Jaboticabal, o problema se repete, “mas o que fazer? A quem pedir ajuda?”, questionou os vereadores. Segundo o secretário de Obras, caso alguém se depare com terrenos sem manutenção, ou até mesmo alguma calçada inadequada, devem procurar o Sistema Prático para fazer a denúncia. “Em seguida o pessoal da prefeitura comunicará o dono do terreno, e se o mesmo não realizar a limpeza, será multado. Na sequencia, é solicitado que a secretaria de obras faça a limpeza. Mas, antes da prefeitura fazer uma limpeza, o proprietário precisa ser notificado”, explicou Santos.

MONITORAMENTO E MOBILIDADE URBANA – A instalação de câmeras de segurança para monitoramento eletrônico a fim de coibir crimes e reforçar a segurança na cidade também foi discutida na reunião. De acordo com os representantes da prefeitura, a Associação Comercial se prontificou em colaborar com os custos de instalação das câmeras, que só devem funcionar “quando o sistema de Internet da nova base da Polícia Militar estiver funcionando. Não há uma data certa ainda”, adiantou Caiado.

Referente a perguntas sobre sinalização de vias, funcionamento da área azul, e construção de ‘lombofaixas’, Santos adiantou que a prefeitura deve enviar nos próximos meses um projeto de lei de Mobilidade Urbana Municipal.


Ana Paula Junqueira
Colaboração: Virginia Antonino
Assessoria de Comunicação
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