Deputado atende pedido de Pepa Servidone com emenda parlamentar para o Hospital e Maternidade Santa Isabel


[Esq. à dir.] Assessor parlamentar de Pepa, Douglas Cardoso; vereador Pepa Servidone (PPS); representante do HMSI, Renata Assirati; e assessor parlamentar do dep. Guilherme Mussi (PP), Égio Júnior; na entrega do ofício.

O vereador Pepa Servidone (PPS) comemorou na sexta-feira (16/03), em reunião no Hospital e Maternidade Santa Isabel (HMSI), a conquista de uma emenda parlamentar de R$ 100 mil destinados ao hospital por meio do deputado federal Guilherme Mussi (PP). O assunto também foi destaque no pronunciamento de Pepa na tribuna da sessão ordinária da Câmara Municipal de Jaboticabal na segunda-feira (19/03).

A emenda foi motivada por solicitação do vereador jaboticabalense em um encontro intermediado pelo atual secretário de Estado do Meio Ambiente, Maurício Brusadin, entre Pepa e Mussi em 2017, no gabinete do deputado federal em Brasília. O ofício, que informou o vereador sobre a liberação da verba para a Santa Casa de Jaboticabal, foi entregue pelo assessor parlamentar de Mussi, Égio Junior, e por Pepa, aos representantes do hospital.

O vereador comemorou a conquista. “Sabemos dos problemas da cidade, e em conversa com a diretoria [do hospital], Dr. Gerbasi e Dr. Jeyner Valerio, optamos por direcionar essa verba para a Santa Casa, e que vem ajudar muito na compra de equipamentos para atender a população de Jaboticabal”, disse Pepa.


Respiradores atuais do CTI do Hospital e Maternidade Santa Isabel, de Jaboticabal.

Segundo o diretor tesoureiro do hospital, Dr. Jeyner Valério Júnior, a verba deve ser utilizada na compra de respiradores para o Centro de Terapia Intensiva (CTI), que conta com oito leitos, três deles do SUS. “Essa verba é muito bem vinda. Nós temos respiradores em número adequado, mas eles devem ser reciclados com certa frequência. Os mais modernos têm mais capacidade de manter um paciente por longo tempo intubado. Temos pacientes que ficam intubados dois meses, três meses. Quanto mais sofisticado for o equipamento, melhor as condições que esse paciente tem para suportar um período de intubação prolongada”, explicou o médico.

Para a integrante do setor de Qualidade e Humanização do HMSI, Renata Assirati, o recurso vem em boa hora. “Nós recebemos verbas do governo, mas que não são suficientes para mantermos o hospital, que é a nossa Santa Casa aqui de Jaboticabal. É uma verba muito necessária. Temos que agradecer muito ao vereador Pepa e ao deputado Guilherme Mussi”, congratulou Renata. Dr. Jeyner igualmente agradeceu os esforços dos parlamentares: “Gostaria de agradecer o Pepa Servidone, nosso vereador, e o deputado federal Guilherme Mussi, que encaminharam essa verba para o hospital, para a gente fazer a compra desses equipamentos. Muito obrigado e esperamos mais verbas desse tipo”.

A SANTA CASA – O Hospital e Maternidade Santa Isabel é a Santa Casa da cidade. Administrada pela Irmandade de Misericórdia de Jaboticabal, com coadministração da Unimed, a Santa Casa é certificada como entidade beneficente de assistência social na área da saúde e mantém convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS) para a prestação de serviços gratuitamente. Com isso, o hospital recebe verbas dos governos federal, estadual e municipal para ajudar no custeio.

Ao todo são 82 leitos, distribuídos em duas alas (ala B, que recebe internação de pacientes cirúrgico ou clínico do SUS, e a ala A, pacientes de convênio e particular); maternidade, de uso conjunto entre usuários do SUS, particular e convênios; e CTI, com oito leitos adultos, sendo três deles do SUS.

O hospital presta atendimento de urgência, ambulatorial e internação para pacientes do SUS, de planos de saúde e particular. A maioria dos pacientes atendidos é do SUS, e representa quase 70% dos atendimentos. De acordo com o diretor tesoureiro da entidade, as verbas vindas do poder público não são suficientes para cobrir as despesas do sistema e fechar a conta no azul.


Em entrevista à WEBTV da Câmara, Dr. Jeyner fala sobre a verba de R$ 100 mil e do déficit enfrentado mensalmente pelo hospital .

PARA ENTENDER – Para funcionar, um hospital precisa da mão da obra (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, setor administrativo, entre outros), de remédios, materiais, gás (como oxigênio), itens de nutrição/dietética, de hotelaria, lavanderia. Todos estes valores entram na cobrança dos serviços. Caso o paciente tenha convênio médico, é o plano de saúde que paga o hospital pelos materiais, procedimentos e internação utilizados pelo paciente; caso seja particular, a conta é paga diretamente pelo paciente, e no caso do SUS, o valor é pago pelo governo. E é aí que, segundo a diretoria do hospital, acontece o déficit.

Mas por que a conta não fecha? Segundo Dr. Jeyner, enquanto o gasto em saúde do SUS é variável, o valor recebido do governo pelo hospital é fixo, conforme contratualização entre o hospital e a secretaria de saúde, que representa o gestor municipal. “Existe um convênio assinado anualmente e que estão lá determinadas as metas qualitativas e quantitativas [de atenção à saúde], ou seja, eu [governo] vou te pagar tanto, e você vai me prestar os serviços x, y e z. Dentro desses serviços estão lá, tantas cirurgias, tantas ultrassons, endoscopia, internações de urgência, CTI, enfim... O único problema é que, diferentemente do plano de saúde e do particular, que o que você gastou, você [hospital] manda a conta e recebe, no SUS é absolutamente fixo. Você recebe fixo e gasta variável. O problema é que o gasto variável é sempre a maior”, explicou Dr. Jeyner.

“Tudo está mais caro, e o valor do repasse [do governo] não acompanhou os aumentos. Ao mesmo tempo, cada vez mais pessoas tem procurado o SUS, seja porque perdeu o emprego e deixou de pagar um convênio, ou porque não tem condições de pagar pelo particular. Então a conta não fecha”, reforçou Renata.

O prejuízo mensal do hospital está em torno de R$ 180 mil, conforme números auditados pela Secretaria Municipal de Saúde e pelo Tribunal de Contas apresentados por Dr. Jeyner. Para tentar diminuir os déficits do SUS, o hospital utiliza dinheiro da venda de serviços para os planos de saúde conveniados. Atualmente, o HMSI vende serviços para cinco planos de saúde: a Unimed, CASSI, Cabesp, Economus e Faec, além do atendimento particular.

“Parte disso [do déficit] é coberto exatamente com o lucro que temos com os planos de saúde, que, dando lucro para o hospital, destinamos para cobrir parte do déficit do SUS. Aí que entra a necessidade dessas parcerias com os vereadores, com os deputados, para que possamos trazer novas verbas para o hospital para complementar essa necessidade de recursos que nós temos mensalmente para fechar as contas”, explicou Dr. Jeyner. O médico também aproveitou para esclarecer que o hospital não pertence à Unimed. “Muitas pessoas deixam de ajudar o hospital por conta de imaginar que o hospital pertença à Unimed ou coisa do tipo. Na verdade existe um contrato de coadministração entre a Unimed e a Irmandade Misericórdia de Jaboticabal. Nesse contrato, a Unimed ajuda a administrar os recursos do SUS. Ela é o maior comprador de serviço do hospital... não fosse esse dinheiro investido pela Unimed, o hospital estaria fechado há muito tempo”, sentenciou Dr. Jeyner. Vale lembrar que as contas do HMSI são auditados pela Secretaria Municipal de Saúde e pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.


Ana Paula Junqueira
Assessoria de Comunicação
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