SAAEJ estima R$ 3.4 mi para perfuração de poço profundo e construção de reservatório de água


Representantes do SAAEJ durante a apresentação da audiência pública na Câmara.

Os vereadores da Câmara Municipal de Jaboticabal Dona Cidinha (PRB), Ednei Valencio (PR), João Bassi (PEN), Luis Carlos Fernandes (PSC), Beto Ariki (PSL), Samuel Cunha (PSDB) e Pretto Cabeleireiro (PPS) acompanharam, na sexta-feira (10/11), a audiência pública promovida pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto Jaboticabal (SAAEJ) sobre a perfuração de um poço tubular profundo e a construção de um reservatório de água no bairro Vale do Sol. As obras deverão ser executadas por uma empresa a ser contratada via licitação para locação de ativos. A publicação do edital deve ocorrer nas próximas semanas.

O objetivo da autarquia é resolver os problemas de abastecimento de água nos bairros Morada do Campo, Morada Nova, Parque dos Ipês, Jardim Paraty, Parque dos Laranjais e adjacentes. A expectativa é de que o poço esteja em funcionamento a partir de junho de 2018.

O poço deve ter 600 metros de profundidade, para atingir o aquífero Guarani, com uma vazão de 250m3/hora, e deverá abastecer cerca de dez bairros da cidade. O investimento deve ser de aproximadamente R$ 2.9 milhões para a perfuração do poço, e de R$ 477 mil para a construção do reservatório, com capacidade para um milhão de litros.


Vereadores participam da audiência pública.

De acordo com os representantes do SAAEJ que conduziram a reunião pública, o chefe de gabinete, Aparecido Hojaij, e o advogado Thompson, que presta consultoria para a autarquia, os estudos que apontaram o local para a perfuração do poço foram realizados gratuitamente pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), do Governo do Estado, que indicou como local propício para a perfuração uma área do bairro Vale do Sol que não atingirá rochas.

O valor a ser pago mensalmente pelo SAAEJ e o prazo da locação das obras só serão conhecidos na concorrência pública. “A empresa que fizer a obra e cobrar o menor valor de locação para utilização dessa obra, é que será a vencedora... Depois que a obra estiver pronta e corretamente funcionando, o SAAEJ começará a pagar a locação mensal [para a empresa] por um prazo que ainda será estabelecido, não podendo ultrapassar 240 meses. Depois que acabar esse período de locação, esse “ativo” [o poço e o reservatório construído] passa a pertencer ao Poder Público”, explicou Thompson. Hojaij ainda destacou que “a Locação de Ativos não é privatização, nem concessão”, uma vez que a obra será incorporada ao patrimônio do poder público após o término do período da locação.

A expectativa do SAAEJ é de que em março já se tenha o resultado da empresa vencedora para que, em junho, o poço já esteja em funcionamento. “O projeto do poço, que inclui o local da edificação e a caixa d’água para armazenamento, já está pronto”, adiantou Thompson.


Pretto Miranda questiona sobre o prazo de locação.

DÚVIDAS – O vereador Pretto Miranda Cabeleireiro (PPS) pediu esclarecimento sobre o prazo de locação e “quais seriam as responsabilidades da empresa contratada”. Os palestrantes afirmaram que o prazo máximo é de 240 meses. Segundo eles, qualquer problema referente a vícios ocultos ou má construção, em divergência do projeto, serão de responsabilidade da empresa contratada, enquanto toda a manutenção e operação ficarão a cargo do SAAEJ.

Já o vereador João Bassi (PEN) questionou sobre o local para a perfuração de 600 metros do poço. A resposta dos palestrantes foi baseada nos estudos técnicos do DAEE, que “tem um mapa geológico do Estado de São Paulo. Segundo eles, na área escolhida não terá o problema de atingir rochas e a profundidade faz-se necessária para atingir o aquífero Guarani, e assim conseguir a vazão pretendida”.

Confira a íntegra da audiência, disponível na WEBTV da Câmara (tv.camarajaboticabal.sp.gov.br):


Colaboração: Bruno Vinicius

Edição: Ana Paula Junqueira
Assessoria de Comunicação
(16) 3209-9478